terça-feira, março 18, 2008

Teimoso escuteiro obriga-se a ceder
e despertar para o parto da clorofila,
é ridículo recear porque não a poderá comprar e
só a ironia te caracterizará as estrias empenadas.

Já ninguém liga meia à saliva que se aloja
no sibilar direito da tua boca blasfema,
deixa escorrer e alagar o campo de críquete
por estrear na recepção aos tolo-poderosos.

Massacraria, com tempo de vida ameaçado
e seus discursos em estereofonia, cada
genocida imperturbável na inventada demanda
sem descanso pela invasão do escuro na leveza.

Nunca lhes daria codeína, nem protecções
enunciadas escritas por advogados-cúbicos,
mas gramas estratégicas de benzidrina para o
manter acordado com os orfãos dos executados.

Agora pequeninos psicopatas mal-tratados,
uns por ciclópticas facilidades, outros por
bastardas dificuldades, também têm família que
semeará vingança em honra da amada fuzilada.



João Meirinhos
Debaixo do Bulcão poezine
Número 32 - Almada, Março 2008

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