quinta-feira, dezembro 01, 2016

ZineFest.pt


Entre 1 e 3 de Dezembro no Centro Comercial de Cedofeita, Porto.
Debaixo do Bulcão está presente com uma exposição sobre os 20 anos deste projecto e o pré-lançamento da edição 43 especial de aniversário.



Programa completo em

terça-feira, novembro 15, 2016

Mostra Internacional de Fanzines, Novembro de 2016 em Aldeia de Paio Pires



Entre 25 e 27 de Novembro a Sociedade Musical 5 de Outubro recebe a Mostra Internacional do Fanzine, organizada pela CoopA - Associação Aldeia Cooperativa de Artes. No segundo dia do evento será apresentada a publicação coopAzine feito pela CoopA exclusivamente para esta Mostra, com 52 páginas e edição limitada a 99 exemplares.

Debaixo do Bulcão também estará presente, com algumas edições antigas para mostra e distribuição e,eventualmente, com um pré-lançamento da edição especial comemorativa do 20.ºaniversário.

sábado, novembro 12, 2016

Nova edição e festa do 20.º aniversário



Debaixo do Bulcão comemora 20 anos no dia 10 de Dezembro de 2016, no Edifício do Poder Local, da Junta de Freguesia de Laranjeiro e Feijó (Estrada da Algazarra, Feijó)
Do programa das festas consta uma exposição de materiais publicados e inéditos, um concerto com os Norma D'Alma e o lançamento de uma edição comemorativa do poezine. Simultaneamente será também inaugurada a instalação interactiva Macacos Infinitos - Uma Sopa de Letras, em estreia mundial.



Mais informação em

Apareçam!

sábado, outubro 29, 2016

Edições online


Edições do Debaixo do Bulcão poezine
desde o número 1 até ao mais recente, 
disponíveis para leitura e download em

quarta-feira, abril 20, 2016

Vocês, Pah!


Performance poética do Professor Doutor Abreu Santinho, Exm.o e Mui Ilustre Provedor do Debaixo do Bulcão poezine, proferida na Oficina Divagar, nesta aurea cidade de almadaã, aos dias zero seis de dezembro do anno da desgraça de dois mil e quinze.

com todas as licenças & permissões necessarias 

sexta-feira, novembro 27, 2015

Debaixo do Bulcão 42 é "poetry-à-porter"



Debaixo do Bulcão poezine poetry-à-porter
Capa de Luísa Trindade

Sai dia 4 de Dezembro

(Brevemente mais novidades sobre esta edição)

sexta-feira, outubro 23, 2015

Debaixo do Bulcão regressa em Dezembro de 2015

É oficial: depois de dois anos de ausência, Debaixo do Bulcão poezine regressa com mais uma edição, em Dezembro de 2015. Como sempre, aberto à participação de todos os interessados, sem restrições de temas, sem tabus, sem vistos de censura prévia.

Enviem as vossas colaborações até 8 de Novembro de 2015 para

debaixodobulcao@gmail.com


Debaixo do Bulcão aceita, em princípio, todos os trabalhos que são entregues para publicação. Há, no entanto, um conjunto de regras, de natureza técnica e ética, a cumprir:

a) as colaborações podem ser textos ou ilustrações e não estão sujeitos a nenhuma temática (ou seja: o assunto a abordar fica ao critério de cada pessoa que deseje publicar)

b)  devido ao pouco espaço disponível na edição em papel, os textos - poesia ou prosa - não devem exceder duas páginas em formato A4 (ou equivalente em número de caracteres em corpo 12).

c) para as ilustrações há que ter em conta que esta publicação é um fanzine em formato A5, impresso em fotocópia a preto e branco. trabalhos a cores ou com grande escala de cinzentos podem sair desfavorecidos no resultado final.

d) esta publicação é, desde sempre, um espaço onde se cruzam formas de expressão e opiniões diversas, em liberdade. No entanto, também desde o princípio, não aceita mensagens que incentivem o racismo ou a xenofobia, bem como difamação a pessoas ou grupos de pessoas (difamação no sentido em que o termo é definido pelo Código Penal português). São as únicas restrições.

Mais informação sobre a história e os objectivos deste projecto aqui

quinta-feira, abril 11, 2013

Nº. 1

O que sou não tem significado.
Tu és intrigante, como um stencil do Banksy.
Temo-te como um furor mesquinho
que desvio do meu alcance,
Nada mais foi como antes
pois comecei a sonhar.
Traço escalas de planos
nos meus sonhos rebuscados,
serias o filme perfeito!
Que nunca vou realizar…
Deixa-me colecionar vinis
recriar neles a nossa história.
No fim, resta um vazio.
Como agonia irónica
da qual eu me rio,
só para te irritar um pouquinho.
Como em máquina lomográfica
crio outra realidade, tendo a ser trágica.
Eu não escrevo livros
Tenho medo da verdade
E gosto das palavras soltas.


Sílvia Cunha

Debaixo do Bulcão poezine
N.º 41 - Março 2013

(Ilustração: desenho de Sturrefsit Adjukaatrix)

terça-feira, abril 09, 2013

Zapping

alguém estava a ensinar
a última palavra, a conclusão
definitiva, mas mudei de canal
e, depois, já não fui a tempo
de retomar o raciocínio.
quando a informação nos
é atirada à cara como uma
fisgada podemo-nos realmente
magoar. fiquei a um
passo de uma revelação fundamental
e tive de me conformar: vejo
agora reclames publicitários como
se não os observasse. dá
esquecimento em quase todos
os canais que subscrevi:
pago a mensalidade com o
ordenado ganho na minha alienação,
recebo a paga na mesma moeda.
é justo. como se uma dessas mãos
pudesse realmente lavar a outra.


Rui Tinoco

Debaixo do Bulcão poezine
N.º 41 - Março 2013

A ver televisão

os mais esclarecidos de entre nós
ligam a televisão no final do dia
ansiosos por presenciarem
os Debates. neles, a lógica
é uma bola que serve um
jogo verbal seguido com a
maior atenção. às vezes
tecem-se estranhas contas
de quem venceu
de quem perdeu
como estivéssemos perante
Gladiadores e existisse
um César com verdadeiro
poder de vida, de morte.
é curioso pensar como
nos tornamos infantis, procurando
combates, vitórias e derrotas,
como esperamos insensatamente
que alguém nos explique
a nossa própria existência
só por estar dentro do ecrã.


Rui Tinoco

Debaixo do Bulcão poezine
N.º 41 - Março 2013

domingo, abril 07, 2013

Ulisses, o robot, filosofando


"As minhas palavras elevam-se 
mas os meus pensamentos 
ficam presos à Terra:
palavras sem pensamentos 
não chegam ao Céu."
Shakespeare, 'Hamlet'






voltar a ser humano
ou nunca mais voltar a ser humano

saber sulcar a terra das palavras
carpinteirar seu barco e navegar
no mundo imenso e duro
ser como num poema de Sophia
o pensamento hábil que floresce
semântico do plácido trabalho

ou enxertar em nós o silicone
do tudofeito&prontoaengordar
a timidez do flácido neurónio,

eis a questão.


António Vitorino

Debaixo do Bulcão poezine
N.º 41 - Março 2013

(Imagem: capa do livro 'The Bicentennial Man', de Isaac Asimov,
em  http://www.nicholaswhyte.info/sf/tbm.htm)

sábado, abril 06, 2013

TIC

a Madame Lisete
que não tinha grande peito
foi-se pôr no photoshop
ficou com as mamas a preceito


aranhiças & elefantes

http://aranhicaselefantes.blogspot.com

em Debaixo do Bulcão poezine
N.º 41 - Março 2013

quinta-feira, abril 04, 2013

A dor me ser

afundo a mão entre as águas
trago seu remanso sobre o meu não saber delas
para recortar a lâmina úmida
acredito que haja um assovio
na lágrima que é lume sombrio
tremulando como alvéolos
teares nas chaminés do campo
quando a noite se enfraquece
no cio das aves
outro é o pão que alumia o dia
argila que se molda uma única vez
agora são rios os raios que se aquecem no frio
e se aconchegam e se verbalizam no silêncio – nada diria para que continuasses a dizer
tantos voos suspirando nesse vazio
onde a correnteza é o lar grave da margem
o anseio da ilha  – que me reste somente o que consigo beber dos seus leitos breves, como um círio raso e único...
quando a guarida é remo e rede,
quando não me disfarço de mim - sonrío.


Tere Tavares
http://m-eusoutros.blogspot.com.br/


em
Debaixo do Bulcão poezine
n.º 41 - Março 2103

quarta-feira, abril 03, 2013

12 Fevereiro de 2012

… Ao meu camarada Diogo

Tu!

Que me convidaste para ir a tua casa beber um rum
Na primeira noite em que nos conheceste
Que sem preconceito nos convidaste – a nós – para ir a tua casa
Numa campanha eleitoral, numa noite de verão
Fizeste de nós amigos

Tu!

Que me ensinaste que “nós podemo-nos chatear com uma pessoa, mas nunca com o partido”.

Tu!

Que me ensinaste a ver-te sempre vigilante
E a dizer aquilo que alguns pensavam, mas não tinham a coragem de o dizer
E que muitos pensavam ser um acto de vaidade

Tu!

Que visitaste a revolução onde ela acontecia

Tu!

Que pensavas acerca de tantos temas da nossa sociedade com a lucidez
Que muitos, mais jovens não ousariam sequer alcançar

Tu!

Que viste a guerra civil espanhola, e viste os nossos irmãos a serem fuzilados

Tu!

Que viste os fascistas fazendo a saudação nazi

Tu!

Que a bordo do paquete Vera Cruz
Foste à inauguração de Brasília do Niemeyer


Tu!

Que me fizeste duvidar da expressão “alma”
Sempre que em festas não cantavas essa palavra

Tu!

Que as tuas cinzas voem e
Que no solo mais fértil da nova era pousem!



B.B. Pásion
Poemas da saudade



em
Debaixo do Bulcão poezine
N.º 41 - Março 2013