quinta-feira, dezembro 24, 2009
Poema de Natal, de Vinicius de Moraes
Poema de Vinicius de Morais, interpretado por Camila Morgado e Ricardo Blat. Trecho extraído do filme de Miguel Faria Jr. POEMA DE NATAL
quarta-feira, dezembro 23, 2009

o dinheiro não tem raça
mata todos por igual
todos os pobres da praça
esperam o seu pai natal
e se o pai natal não vem
já não faz mal, tá-se bem
bebe-se um copo a doer
fumos depois de beber
Affonso Gallo
http://affonsogallo.blogspot.com/
Debaixo do Bulcão poezine
Número 7 - Almada, Dezembro 1997
A História de um Homem

Rua fora fugia
Corria velozmente
Por uma recta imaginária
A população observava-o
Admirada com tal atitude
No seu horizonte
Estava um campo verde
Umas casas baixinhas
Uma população
Constituída por Humanos
Um ar fresquinho
Respirava-se um ambiente de amizade
Em vez de se "comerem"
Apoiavam-se
Em vez de objectivarem dinheiro
Lutavam por uma vida
Em vez de agredirem
Paravam para dialogar
O homem tinha descoberto
Uma jóia
Bem diferente da jóia da sociedade.
Pessoalmente reparei nele
E corri junto dele.
Ana Monteiro
Debaixo do Bulcão poezine
Número 27 - Almada, Dezembro 2004
terça-feira, dezembro 22, 2009
VIVO

Olhar aquele cigarro aceso que desejo
E que é meu e que levo à boca
Faz-me sentir vivo
Olhar o céu e sentir o chão debaixo dos pés
Caminhar ao Sol ou à chuva
Faz-me sentir vivo
Numa oração a um deus tão igual e tão diferente
Eu peço:
Faz-me sentir vivo
Faz-me sentir vivo.
José João da Costa Mota
Debaixo do Bulcão poezine
Número 11 - Almada, Dezembro 1998
sexta-feira, dezembro 18, 2009
quarta-feira, dezembro 16, 2009
O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas

Sala Pablo Neruda do Fórum Municipal Romeu Correia
Biblioteca Central de Almada
16 de Dezembro de 2009 (quarta-feira)
21h30
O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas
Poesia de António Vitorino (de 1989); prefácio de Alexandre Castanheira, capa de de Rui Tavares, paginação de Ermelinda Toscano. Uma edição Index Poesis (Poetas Almadenses).
Sobre o autor:
António Vitorino foi animador cultural na década de 1980 (no Centro Cultural de Almada), jornalista desde 1992 (em diversos órgãos regionais de imprensa escrita e falada), editor de uma publicação de poesia (Debaixo do Bulcão poezine) desde 1996. Actualmente exerce funções de assessoria num gabinete de comunicação.
Escreve poesia desde o início da década de 80. Publicou, durante essa década, no suplemento literário DN-Jovem, do Diário de Notícias e no suplemento juvenil do Boletim Municipal de Almada. Tem 3 cadernos de poesia (pequenas colectâneas de poemas avulsos) na colecção Index Poesis (o primeiro dos quais - número 1 dessa colecção - com o pseudónimo Affonso Gallo). Está referenciado no livro "Gente de Letras com Vínculo a Almada - bio-bibliografias", edição SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, 2005.
Apresenta agora "O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas", livro escrito em 1989. É este, na verdade, o seu "primeiro livro".
Sobre a obra poética de António Vitorino, escreve o autor do prefácio, Alexandre Castanheira «estamos perante um dos melhores valores da Poesia escrita por homens e mulheres de Almada» (http://umaefemeridemotivadora.blogspot.com).
A capa do livro é da autoria de Rui Tavares, fotógrafo e artista plástico luso-angolano, galardoado com diversos prémios de âmbito internacional.
A apresentação do livro contará também com um espectáculo, elaborado para o efeito pelos actores José Vaz e João Vasco Henriques (sonorizado pelo projecto "O Burro e o Cigano"), a partir dos 17 poemas que compõem "O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas".
Ciclo da serpente
domingo, dezembro 13, 2009
Miraculum
segunda-feira, dezembro 07, 2009
O Dominó da Malta

Queria era o três-cinco!
Catorze!
Joga o quatro-cinco!
Tem dez.
Também não foi mal jogado.
O Vargas vai à frente.
(Bem o jogo está uma merda.
Passas?)
Podes crer.
Bem, está cada vez + alto, não tá?
Eu atrofio um bocado
de jogar esta merda.
Ouve o meu jogo está
Está um bocado... morto!
Dez e dominó
Miguel Nuno
Debaixo do Bulcão poezine
Número 1 - Almada, Dezembro 1996
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Êxtase de milhões de mega-unidades de sensação

Colocado directamente no virtual processo,
Encaixo-me no arquivo-ajuda
De extensão extremamente reduzida.
Teclo os dentes com estes dedos
De unhas roídas
E observo aquele "porco" do rato
Morto há três dias.
Navego, sentado, com um cigarro numa mão
E o rato (quase) completamente inanimado na outra
E o olhar parado vê... finalmente
Uma malha aberta na rede
Por onde me posso escapar.
Assim faço.
Aquele caixote iluminado
Que estranhamente não é bem uma televisão,
Mostra-me no écran
Aquilo que eu vejo para o meu futuro
(O écran está completamente negro)
E é a negrura
Que não tem nada de noite
E que tem tudo de ausência...
Que eu olho...
...
E lixado com isto tudo, apago o cigarro,
E digo para o meu gato que dormia sossegado:
- A merda da máquina deu o peido!!
E estranhamente cheirou-me mal.........
O gato acabara de se peidar para mim.
José João da Costa Mota
Debaixo do Bulcão poezine
Número 1 - Almada, Dezembro 1996
terça-feira, dezembro 01, 2009
"Este Amigo que eu Canto"
Cantada por Simone de Oliveira
A letra é do poeta José Carlos Ary dos Santos e a música de Fernando Tordo.
terça-feira, novembro 24, 2009
Poema do Coração

"Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".
Mas o meu coração é como o dos compêndios
Tem duas válvulas ( a tricúspide e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue a circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.
Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz nos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.
Então meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?"
António Gedeão
em
em
quinta-feira, novembro 19, 2009
Da relação, nem sempre evidente, entre poesia e ciência

O blogue "da realidade outra" é expressão, na internet, de um núcleo de poesia da Miau Associação - entidade parceira do projecto Cientistas ao Palco. Aqui fica um poema retirado desse blogue.
movimento perpétuo
Pensamos a partir do postulado
De que tudo no mundo é relativo,
Quando é certo que em tudo o que medimos
é a nossa própria dimensão que achamos.
Em cada óbito o cosmos morre inteiro
E inteiro vai ressuscitar no óvulo
Que, fecundado, vinga.
publicado por Francisco Arcos
segunda-feira, novembro 16, 2009
Justiça às serpentes

quem te disse a ti, poeta, que as serpentes são viscosas?
que mania! vê lá se encontras outras imagens, está bem?
por exemplo: há serpentes venenosas, sim
há serpentes muito grandes, enrolam-se ao pescoço
de algumas divagações inconsequentes (desperdício...).
não é muito aconselhável remexer em ninho de serpentes
e há horror arrepiante numa cave onde as serpentes se enovelam.
tudo isso é muito certo. mas não lhes chames viscosas.
viscosas são as lesmas, as almas de gabinete
e os hipócritas que sabem escorregar para cima.
António Vitorino
Debaixo do Bulcão poezine
Número 6 - Almada, Novembro 1997
quinta-feira, novembro 12, 2009
Marasmo a Cismar - poesia de Lino Átila

Dia 14 de Novembro, 16 horas , apresentação do livro Marasmo a Cismar por Lino Átila e convidados :
Betania Map: ilustração e paginação
José Vaz : Actor
José Vaz : Actor
Nuno D`Ávila : Músico
Paulo: DJ B.R.O.S
Local: Livraria Bulhosa do Campo Grande 10 B, loja 8 ,
1700-092 LISBOA
Acessos : Metro campo grande , Autocarros : 45,44,21,55,67 e 65
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