sexta-feira, dezembro 18, 2009
quarta-feira, dezembro 16, 2009
O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas

Sala Pablo Neruda do Fórum Municipal Romeu Correia
Biblioteca Central de Almada
16 de Dezembro de 2009 (quarta-feira)
21h30
O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas
Poesia de António Vitorino (de 1989); prefácio de Alexandre Castanheira, capa de de Rui Tavares, paginação de Ermelinda Toscano. Uma edição Index Poesis (Poetas Almadenses).
Sobre o autor:
António Vitorino foi animador cultural na década de 1980 (no Centro Cultural de Almada), jornalista desde 1992 (em diversos órgãos regionais de imprensa escrita e falada), editor de uma publicação de poesia (Debaixo do Bulcão poezine) desde 1996. Actualmente exerce funções de assessoria num gabinete de comunicação.
Escreve poesia desde o início da década de 80. Publicou, durante essa década, no suplemento literário DN-Jovem, do Diário de Notícias e no suplemento juvenil do Boletim Municipal de Almada. Tem 3 cadernos de poesia (pequenas colectâneas de poemas avulsos) na colecção Index Poesis (o primeiro dos quais - número 1 dessa colecção - com o pseudónimo Affonso Gallo). Está referenciado no livro "Gente de Letras com Vínculo a Almada - bio-bibliografias", edição SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, 2005.
Apresenta agora "O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas", livro escrito em 1989. É este, na verdade, o seu "primeiro livro".
Sobre a obra poética de António Vitorino, escreve o autor do prefácio, Alexandre Castanheira «estamos perante um dos melhores valores da Poesia escrita por homens e mulheres de Almada» (http://umaefemeridemotivadora.blogspot.com).
A capa do livro é da autoria de Rui Tavares, fotógrafo e artista plástico luso-angolano, galardoado com diversos prémios de âmbito internacional.
A apresentação do livro contará também com um espectáculo, elaborado para o efeito pelos actores José Vaz e João Vasco Henriques (sonorizado pelo projecto "O Burro e o Cigano"), a partir dos 17 poemas que compõem "O Ciclo da Serpente - premonições deveras líricas".
Ciclo da serpente
domingo, dezembro 13, 2009
Miraculum
segunda-feira, dezembro 07, 2009
O Dominó da Malta

Queria era o três-cinco!
Catorze!
Joga o quatro-cinco!
Tem dez.
Também não foi mal jogado.
O Vargas vai à frente.
(Bem o jogo está uma merda.
Passas?)
Podes crer.
Bem, está cada vez + alto, não tá?
Eu atrofio um bocado
de jogar esta merda.
Ouve o meu jogo está
Está um bocado... morto!
Dez e dominó
Miguel Nuno
Debaixo do Bulcão poezine
Número 1 - Almada, Dezembro 1996
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Êxtase de milhões de mega-unidades de sensação

Colocado directamente no virtual processo,
Encaixo-me no arquivo-ajuda
De extensão extremamente reduzida.
Teclo os dentes com estes dedos
De unhas roídas
E observo aquele "porco" do rato
Morto há três dias.
Navego, sentado, com um cigarro numa mão
E o rato (quase) completamente inanimado na outra
E o olhar parado vê... finalmente
Uma malha aberta na rede
Por onde me posso escapar.
Assim faço.
Aquele caixote iluminado
Que estranhamente não é bem uma televisão,
Mostra-me no écran
Aquilo que eu vejo para o meu futuro
(O écran está completamente negro)
E é a negrura
Que não tem nada de noite
E que tem tudo de ausência...
Que eu olho...
...
E lixado com isto tudo, apago o cigarro,
E digo para o meu gato que dormia sossegado:
- A merda da máquina deu o peido!!
E estranhamente cheirou-me mal.........
O gato acabara de se peidar para mim.
José João da Costa Mota
Debaixo do Bulcão poezine
Número 1 - Almada, Dezembro 1996
terça-feira, dezembro 01, 2009
"Este Amigo que eu Canto"
Cantada por Simone de Oliveira
A letra é do poeta José Carlos Ary dos Santos e a música de Fernando Tordo.
terça-feira, novembro 24, 2009
Poema do Coração

"Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".
Mas o meu coração é como o dos compêndios
Tem duas válvulas ( a tricúspide e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue a circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.
Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz nos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.
Então meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?"
António Gedeão
em
em
quinta-feira, novembro 19, 2009
Da relação, nem sempre evidente, entre poesia e ciência

O blogue "da realidade outra" é expressão, na internet, de um núcleo de poesia da Miau Associação - entidade parceira do projecto Cientistas ao Palco. Aqui fica um poema retirado desse blogue.
movimento perpétuo
Pensamos a partir do postulado
De que tudo no mundo é relativo,
Quando é certo que em tudo o que medimos
é a nossa própria dimensão que achamos.
Em cada óbito o cosmos morre inteiro
E inteiro vai ressuscitar no óvulo
Que, fecundado, vinga.
publicado por Francisco Arcos
segunda-feira, novembro 16, 2009
Justiça às serpentes

quem te disse a ti, poeta, que as serpentes são viscosas?
que mania! vê lá se encontras outras imagens, está bem?
por exemplo: há serpentes venenosas, sim
há serpentes muito grandes, enrolam-se ao pescoço
de algumas divagações inconsequentes (desperdício...).
não é muito aconselhável remexer em ninho de serpentes
e há horror arrepiante numa cave onde as serpentes se enovelam.
tudo isso é muito certo. mas não lhes chames viscosas.
viscosas são as lesmas, as almas de gabinete
e os hipócritas que sabem escorregar para cima.
António Vitorino
Debaixo do Bulcão poezine
Número 6 - Almada, Novembro 1997
quinta-feira, novembro 12, 2009
Marasmo a Cismar - poesia de Lino Átila

Dia 14 de Novembro, 16 horas , apresentação do livro Marasmo a Cismar por Lino Átila e convidados :
Betania Map: ilustração e paginação
José Vaz : Actor
José Vaz : Actor
Nuno D`Ávila : Músico
Paulo: DJ B.R.O.S
Local: Livraria Bulhosa do Campo Grande 10 B, loja 8 ,
1700-092 LISBOA
Acessos : Metro campo grande , Autocarros : 45,44,21,55,67 e 65
terça-feira, novembro 10, 2009
Na mesa do Santo Ofício

Tu lhes dirás, meu amor, que nós não existimos.
Que nascemos da noite, das árvores, das nuvens.
Que viemos, amámos, pecámos e partimos
Como a água das chuvas.
Tu lhes dirás, meu amor, que ambos nos sorrimos
Do que dizem e pensam
E que a nossa aventura,
É no vento que passa que a ouvimos,
É no nosso silêncio que perdura.
Tu lhes dirás, meu amor, que nós não falaremos
E que enterrámos vivo o fogo que nos queima.
Tu lhes dirás, meu amor, se for preciso,
Que nos espreguiçaremos na fogueira.
José Carlos Ary dos Santos (1937 - 1984)
Biografia em
sábado, novembro 07, 2009
Loth fala com o anjo

Sei que na tua presença a vida salvarei
e já que novamente vou nascer
não me ordenes que para as montanhas fuja
Que compreendo eu das coisas entre os mortos
prefiro esta fértil sã campina
eu nada sei das grutas das searas
isto se eu conhecer algum planalto
nem mesmo de semente arado ou chuva
Minha mulher não é das mães que ceifam
e estas filhas que não tiveram varão
que sabem senão só de observar e colher
com olhos nas pracetas de Sodoma
Eu próprio sou juiz nestas muralhas
e à sua porta: eu tudo me esforcei
embora eu me aflija entre os seus grandes
Tenho saudades dos jardins de Ur
se aos teus olhos vivo não me deixes as montanhas
Não gosto de estar só (vê o meu tio Abraão)
ao menos entre os muros de alguma grande cidade
encontrarei refúgio deste grande mal
Há ali uma cidade e por sinal pequena
ao pé dos seus portais permite que repouse
se houver um eucalipto onde me abrigar
dentro do seu espaço ali serei feliz
Parece ser formosa e ter fontes sempre jovens
grandes alamedas e lindas raparigas
Entre eles estarei seguro estou bem certo
de amanhã erguer o que hoje não levanto
que entretanto o sol não sairá da terra
Vê bem o seu perímetro tudo é tão pequeno
por isso se achei graça perante ti viverei
de resto bem conheces o ângulo onde fica
Não derribes os seus muros já que daqui em diante
Zoar é no caminho em frente
António José Coutinho
Debaixo do Bulcão poezine
Número 6 - Almada, Novembro 1997
quinta-feira, novembro 05, 2009
Paladar vital
Irrompe-se em magnitude
Como a força
Um desejo
Passo em frente no ambiente
Para a altitude
Subindo sem parar
Sacudir-se sobre a calma
Ter coragem apenas
Saber olhar o mar
Aquele que nos manda
É uma bomba de vida
Que não nos trai
Se o atendermos
Coração sempre sobre a mente
Como um desejo
Subindo sem parar
Saber olhar o mar
Assim não há destino que nos pare
Numa rocha a girar
Uma luz irradiante
Ter um rio no campo
Que alimenta possante
Uma planta a crescer
Mesmo quem olha de ângulo distante
Analisa o mal falaciosamente
Expressa vontade de viver
Rasgo de lápis na pasta
Como uma construção cuidada
Não estás só nesta estrada
Aquele que nos puxa uma carta
Mostra e remostra sem mostrar
Ilusões são elas próprias
Quem nos manda
É uma bomba de vida
Que não nos trai
Se soubermos para onde vamos
Coração sempre sobre a mente
Não estás só nesta estrada
É impossível desacreditar
Mas ilusões são elas próprias.
Aurélio Engeerling Auffass
Debaixo do Bulcão poezine
Número 6 - Almada, Novembro 1997
Como a força
Um desejo
Passo em frente no ambiente
Para a altitude
Subindo sem parar
Sacudir-se sobre a calma
Ter coragem apenas
Saber olhar o mar
Aquele que nos manda
É uma bomba de vida
Que não nos trai
Se o atendermos
Coração sempre sobre a mente
Como um desejo
Subindo sem parar
Saber olhar o mar
Assim não há destino que nos pare
Numa rocha a girar
Uma luz irradiante
Ter um rio no campo
Que alimenta possante
Uma planta a crescer
Mesmo quem olha de ângulo distante
Analisa o mal falaciosamente
Expressa vontade de viver
Rasgo de lápis na pasta
Como uma construção cuidada
Não estás só nesta estrada
Aquele que nos puxa uma carta
Mostra e remostra sem mostrar
Ilusões são elas próprias
Quem nos manda
É uma bomba de vida
Que não nos trai
Se soubermos para onde vamos
Coração sempre sobre a mente
Não estás só nesta estrada
É impossível desacreditar
Mas ilusões são elas próprias.
Aurélio Engeerling Auffass
Debaixo do Bulcão poezine
Número 6 - Almada, Novembro 1997
segunda-feira, novembro 02, 2009
Acção

Vê, vê!
Vê tu próprio!
Que a tua incoerência vê-se.
Não pelo teu pensar.
Porque não basta pensar.
Podes pensar-te o que não é.
E podes ainda pensar que realmente acreditas
e pensas em algo que não crês
Podes dar-te as voltas que quiseres que só
te enganarás a ti próprio.
E se queres que te diga a verdade
não acredito que o faças por muito tempo.
Porque és esperto demais para isso.
Ou pelo menos julgas-te esperto e dizes que aterraste.
Ou pelo menos julgas-te esperto e dizes que aterraste.
Sei que não queres que eu diga,
que denuncie a tua fraqueza, a tua faceta de mentiroso.
Sei que não queres que eu diga
que és um incoerente, um fraco, um nulo de personalidade, um modas.
Mas quero que o admitas
e vás para casa pensar.
Que a tua ideologia são os teus actos
ligados com um pensar coerente. Age.
Osório
Debaixo do Bulcão poezine
Número 6 - Almada, Novembro 1997
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